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Clima
Copo de Amaretto um som de fundo, Harry Connik, jr. A janela, um pouco menor do que devia não expõe Manhattan mas a parede do prédio a frente, um pouco, um tanto, mofado, poucos metros um certo charme a impedir a claridade. É noite! Meu loft esta mais para "basement", não importa se me afundo. Afasto o puff, dois passos para a direita, um e meio para a esquerda, olhos fechados, quebrada de quadril, mãos elevadas dança com o vento, "Kissing a Fool", néscio reviro Gershwin no túmulo. Pijama surrado, sem robe ou smoking, nem fumar não fumo! "When a fall in love", já é tarde, daqui a pouco vizinhos baterão a porta. Celine é brega, preciso manter o nível, menos exigente, calças alargadas quase mostro as nalgas, olhos fechados ao sorver Amaretto, Blue Note, fumaça se espalha. Sax, saco cade o cd do Getz, Dexter Gordon, estou obeso, John Coltrane, não tão jovem, opa, no puff tropeço, desajeito no estofado, cheiro velho embolorado, vem do prédio, aqui ou é ao lado? Bille, Ella me abandona, amaretto licor derramado, tonto de amor revirado, coração abandonado. Vaughan, "vaudeville", teatro de espetáculos, Broadway, minha relação não esta em voga, Sara, ameniza mas não cura. Aretta, acabou meu amaretto, perdi as calças estou exausto aqui apago,
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